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RESSOCIALIZAÇÃO EDUCATIVA: UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO

Keli Cristiane Camargo
Supervisora Pedagógica da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota – Araguaína-TO

Desde 2005, as Secretarias de Estado de Segurança Pública, Cidadania e Justiça e de Educação e Cultura, em trabalho conjunto, vêm oferecendo à população carcerária do Estado do Tocantins aulas na modalidade de Educação de Jovens e Adultos nos 1º, 2º e 3º segmentos.

Com o desenvolvimento do Projeto de Ressocialização Educativa, o trabalho desenvolvido tem oferecido aos reeducandos a possibilidade destes, em retornarem à sociedade com uma nova e diferente perspectiva de vida, além de oportunidades reais de qualificação através do Profuncionário (Programa Nacional de Valorização dos Trabalhadores em Educação – curso técnico de nível médio oferecido em especificamente duas áreas: técnico em meio ambiente e manutenção de infra-estrutura escolar, e ainda técnico em alimentação escolar cujos resultados dão em maiores possibilidades de emprego na sociedade. Ressaltamos que apesar do Projeto ser previamente para trabalhadores, foi ampliado aos agentes prisionais e reeducandos.

O Projeto de Ressocialização Educativa no Tocantins, destaca-se pelas ações que buscam resgatar a auto-estima e a valorização do ser humano em condições de cárcere. Este mesmo projeto amplia-se em outros pequenos projetos com por exemplo: "A liberdade através da leitura" que tem por objetivo o acesso a leitura a toda a comunidade carcerária, sendo montada uma biblioteca em parceria com uma empresa de telefonia celular, que em ação na Diretoria de Ensino ofereceu aparelhos celulares em troca de livros, os quais hoje, compõem a referida biblioteca. Outro projeto é o de “Ressocialização no Contexto Esportivo” que visa integrar o aspecto lúdico e relações intra e inter pessoais, especificamente na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota de Araguaína.

Diante do desenvolvimento do trabalho educativo, ressaltamos como resultado de um deles, na Olimpíada Brasileira de Matemática um dos reeducandos, que conseguiu ficar entre os 15 melhores do Estado do Tocantins , sendo premiado com uma bolsa de 100 reais mensais. Há ainda, uma participação na avaliação do ENCEEJA, ajustando a idade-série, também deste público.

Apesar de muitas ações educativas estarem sendo referência, é preciso melhoria no oferecimento de políticas públicas que incentivem o reeducando a serem reestabelicidos na sociedade. A discussão nacional acerca da violência no Brasil tem pensado na diminuição da maior idade, porém acredito ser apenas mais um fator para super lotar os presídios, caso não haja realmente uma nova reestruturação sócio-educativa, adequada, acompanhada e constantemente avaliada.

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