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A CORREÇÃO DA GRAMÁTICA(NORMATIVA) NA PRODUÇÃO DE TEXTO POR MEIO DA LEITURA

Súsie Fernandes Santos Silva 1
Rubens Martins da Silva 2

1. A gramática normativa

Cabe ao docente a primazia de direcionar aos seus alunos as propostas de produção de textos e, a partir da leitura desses textos verificar a significação dessas produções, tendo como indicador primário a verificação da gramática, em obediência à normativa, visto que a hierarquia de produção de textos, pelos alunos, passa a ser exigida pelo professor como o elemento crucial para a efetivação da construção textual, ainda que o texto produzido, segundo (Beatriz, 2001) passe a ser feito de forma rígida, reduzindo o aluno a um ser passivo, sem possibilidades de construir críticas para se ter uma visão analítica da leitura e do mundo. Nesse prisma, resta ao aluno cumprir a tarefa de decorar as “regras gramaticais” para ter a possibilidade de produzir textos que venham enfatizar satisfatoriamente, além das mensagens, o uso “correto” de palavras por meio da gramática (a normativa).

Para se desvincular dessas “normas” e se caminhar para uma perspectiva de produção de textos que venham atingir o cumprimento das exigências gramaticais de forma assimiladora e ascendente para a compreensão da mensagem compete ao professor, cumprir as tarefas de (Eliana, 2001) fazer a leitura dos textos sob a tríade: escrita, correção e revisão, partindo da premissa de se fazer uma análise voltada para as correções textuais-interativas.
O enfoque para a prática da análise textual-interativa (Eliana, 2001) ganha significado para a superação das “normas” e o preparo para a produção de textos a partir do momento em que o aluno-autor e o professor-corretor, começam a ver a que a língua apresenta variações em suas formas dialetais padrão ou informal e, que esta é necessária para a construção da mensagem à medida da linguagem.

... é preciso ensinar língua e não gramática da escola (gramática também, mas não só). E não apenas a gramática normativa, mas a descritiva também, que incorpora a variação e mudança, e põe em ação a gramática internalizada, a partir de hipóteses dos alunos acerca do que venham a ser as regras sintático-semantico-pragmáticas do domínio do fonológico ao estilístico, que regem as interações verbais, orais ou escritas, entre os falantes da língua. (POSSENTI, 1997, apud, ELIANA, 2001, p. 228)

A utilidade de se ver a gramática como uma norma a ser superada dá-se em razão de que as produções precisam ser vistas sob a ótica dialógica, a qual é capaz de levar o autor e leitor a um mundo de compreensão de mensagens por meio de reflexões significativas, ou então,

... a circulação de textos produzidos pelos alunos apareceria escamoteada nas seguintes situações: a) leitura de textos “para que haja uma seleção do(s) melhor(es), a quem caberá prêmio”: o registro no “Caderno de Diamantes” ou “Livro-ouro”; b) a circulação das produções tendo por finalidade única varrer do textos os erros gramaticais. (BEATRIZ, 2001, p. 119)..

Ao enfoque das questões gramaticais e da obediência, à risca, das “normas gramaticais” faz-se importante compreender que as produções dos alunos precisam ser desenvolvidas, inicialmente sem tantas “exigências” para que estes tenham interesse e consigam desenvolver seus textos para se encontrar gradativamente com a linguagem e tornar-se sujeito dela para então poder se preocupar e passar a usar os aspectos formais da língua que se ajuntam em correção gramatical, qualidade do manuscrito, uso da letra, etc. Quando dessa correção a pelos menos 6 pontos a serem observados, a saber: dados positivos; dados negativos; paragrafação; concordância; coerência e por último os comentários, que consistem em anotar o nome do aluno e a comentar o que precisa melhorar em sua produção textual.

Referências

POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas, Mercado de Letras. 1997.
DECAT, Maria Beatriz Nascimento, SARAIVA, Maria Elizabeth Fonseca, BITTENCOURT, Vanda de Oliveira & LIBERATO, Yara Goulart. Aspectos da gramática do português – uma abordagem funcionalista. Mercado de Letras.2001.
DELL'ISOLA, Regina Lúcia Péret & MENDES, Eliana Amarante de Mendonça. (orgs.) Reflexões sobre a língua portuguesa: ensino e pesquisa. Campinas: Pontes, 1997.
ALBUQUERQUE, Eliana Garcia Farias de. Língua e linguagem. São Paulo : Saraiva, 1998. 4v.

[1] Pós-graduada em Leitura e Produção Escrita pela UFT – Universidade Federal do Tocantins; Graduada em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins; Coordenadora Pedagógica no Colégio Estadual CAIC – Jorge Humberto Camargo em Araguaína-TO.
[2] Pós-graduado em Gestão Educacional e Metodologias do Ensino de Linguagem pela EDUCON – Educação Continuada Ltda; Graduado em Letras pela UNITINS – Universidade do Tocantins, Ex-professor Substituto da UFT (2005-2006); Coordenador Pedagógico no Colégio Estadual Adolfo Bezerra de Menezes.

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